O Grupo Aliança Agrícola informa que teve o seu pedido de processamento de recuperação judicial aprovado pela 10ª Vara Cível da Comarca de Uberlândia (MG). A decisão suspende por 180 dias as ações e execuções contra a companhia e impede atos de penhora sobre bens sujeitos ao processo, nos termos da Lei nº 11.101/05.
A decisão marca o início de um novo momento para o Grupo Aliança Agrícola. O pedido de recuperação judicial foi apresentado em meio a um cenário adverso para o setor, marcado pela queda dos preços da soja, elevada volatilidade no mercado de trading e aumento relevante dos custos financeiros — fatores que, combinados, impactaram severamente a liquidez e a capacidade de serviço da dívida da companhia. A medida judicial cria as condições para a condução organizada da reestruturação de suas obrigações e para a construção de uma estrutura sustentável de longo prazo.
Hoje, a Aliança Agrícola conta com aproximadamente 200 colaboradores, matriz em Uberlândia (MG), e unidades industriais em São Joaquim da Barra (SP) e Bataguassu (MS). Como parte de sua estratégia de reestruturação, a companhia firmou contrato de industrialização (tolling) com a ADM do Brasil, atividade que teve início em 16 de março de 2026 e vem sendo performada em ambas as plantas conforme previsto, contribuindo para a geração de caixa e a sustentação das atividades.
O Grupo Aliança Agrícola é representado na recuperação judicial pelo escritório Attie, Brito e Bastos Advogados Associados. A companhia também conta com assessoria financeira para estruturação de um plano de recuperação judicial. A assessoria entrará em contato com seus credores para compreender suas expectativas e apresentar as condições do planejamento financeiro da empresa. O objetivo é construir um diálogo transparente que permita a elaboração de um plano equilibrado, com previsão de submissão em até 60 dias.
*Assessoria de Comunicação da Aliança Agrícola*